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Cabala

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O que significa a palavra Cabala?

A palavra Cabala ou "Kabbala" é derivada da raiz "receber, aceitar", e em muitos casos é usada como sinônimo de "tradição".

Qualquer um com o mais leve interesse em Kabbala pode notar que há muitas ortografias alternativas da palavra; as duas mais comuns são Kabbala e Qabalah. Cabala, Qaballah, Qabala, Kaballah (e assim por diante) também são vistas. A razão para isto é que algumas letras no alfabeto hebraico têm mais de uma representação no alfabeto português, e a mesma letra hebraica pode ser escrita como K ou Q (ou às vezes C). Alguns autores escolhem uma grafia, e outros escolhem outra. Alguns misturaram Q e K até no mesmo documento, e soletram Kabbala e Qlippoth (ao invés de Qabalah e Klippoth!).

"A Palavra Hebraica CABALA significa REVELAR, alude a revelação da nossa Natureza Interior, também quer dizer RECEBER, referindo-se a nossa capacidade de receber SABEDORIA interior e COMPREENSÃO, faz-se distinção entre CONHECIMENTO que basicamente teórico e COMPREENSÃO que é essencialmente prático.""Vem simplesmente do Hebreu "QBL" , que pode ser traduzido no sentido de "da boca para o ouvido" , implicando tradição oral." 


ELEMENTOS DA CABALA

As siglas sacras dos nomes de Deus
As siglas sacras dos nomes de Deus
"Selo de Proteção da Cabala Gravado em ouro puro, protege o usuário de todos os males."
"Selo de Proteção da Cabala Gravado em ouro puro, protege o usuário de todos os males."


"A Kabbala é ciência de Deus e da Alma... A Santa Kabbala é o centro de toda iniciação ocidental".

"O Objetivo da Kabbala, bem entendido, é levar a mente, através de um sistema prático, a uma compreensão da verdade espiritual cada vez mais clara tão rápido quanto a consciência esteja apta a perceber. É impossível levar diretamente o indivíduo do seu estado comum de percepção à altos níveis de consciência mística, mas é bem possível levá-lo passo a passo através de sucessivas interpretações de um sistema de símbolos à uma boa percepção e compreensão.

A Kabbala usa os ideogramas Hebreus (letras) e o esquema chamado de "ÁRVORE DA VIDA" para fazer isso. Esses símbolos são combinados com sons e cores para criar um multiplicidade de exercícios que desenvolvem a habilidade de conectar diretamente com o espírito, e conscientemente experimentar compressões mais altas. Cabalistas (aqueles que utilizam praticas cabalísticas) nunca definem uma verdade definitiva. Eles acreditam que a verdade não é finita, mas sim como o espírito, infinita. Por isso, a Verdade não pode ser enunciada de uma forma definitiva, apenas vislumbrada num posição relativa ao momento da experiência." 

 

INTRODUÇÃO A CABALA MÍSTICA - OS FRUTOS DA ÁRVORE DA VIDA


"A palavra Cabala entrou para a língua portuguesa e é assim definida pelo mais conhecido dos dicionaristas brasileiros, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira : "Entre os judeus, interpretação misteriosa da Bíblia, transmitida desde Adão ou Abraão, por uma cadeia contínua de iniciados; ciência oculta; conluio entre indivíduos que trabalham para o mesmo fim; maquinação."

Entretanto, a palavra em hebraico é oxítona: Kabbala (pronuncia-se kabalá), em transcrição fonética para o alfabeto latino. E é assim que os Hebreus ainda hoje pronunciam. Achamos, por isso que a palavra paroxítona tal como se consagrou em nosso idioma, pode servir para seu significado popular e figurado; mas quando se refere ao livro sagrado da tradição iniciática, deve ser pronunciada corretamente, em sua forma original, que é Kabbala."

Os dois Livros considerados como literatura cabalística "pura" são O Sepher Yetzirah (Livro da Criação ou Formação) e O Sepher Zohar (Livro dos Esplendores) (a palavra Sepher quer dizer Livro). Outro Livro bastante referenciado como Cabalístico é o Sepher Bahir (Livro da Luz).Antes de falarmos algo sobre estes 3 livros queremos descrever de maneira sintética algo sobre a literatura Religiosa Judaica que de maneira indireta ou direta tem haver com Kabbala.

Thorah - Em Hebraico significa "ensinamento", pode se referir ao Pentateuco (5 primeiros Livros da Bíblia Judaica e também da Cristã) ou a Bíblia Hebraica (Tehnach) ou ainda à toda Tradição Judaica. 

Tehnach - Ou Tahnach, A Bíblia Hebraica, A palavra é formada pelas primeiras letras dos Títulos de suas 3 divisões Thorah (Pentateuco), Neviim (Profetas) e Ketuvim (Hagiógrafos "Salmos, Provérbios, etc"). 

Massorah - Define as regras referentes à maneira de Ler a Thorah, soletração  vocalização, letras excepcionais, divisão em orações e parágrafos, bem como considerações especiais sobre o sentido místico dos "caracteres Sagrados".

 

Mishnah - Série de leis suplementares, que eram transmitidas oralmente de geração em geração, que foram codificadas e compiladas, por volta do ano 200 da Era Comum, pelo Rabino Judah Ha’Nasi. A Mishnah, juntamente com a Gemara (comentários e interpretações rabínicas das leis da Mishnah), compõem o Talmud. Existem duas versões do Talmud, o de Jerusalém e o Babilônico, que diferem em certos aspectos. 0 mais completo é o Babilônico, elaborado entre os séculos III e V da Era Comum, e editado por Rav Ashi e Ravina. Sendo um registro de discussões faladas, o Talmud não é nada sistemático ou conciso. É, entretanto, um tesouro de leis, tradições e costumes, que tem influenciado profundamente o pensamento e a prática judaica, e constitui uma valiosa fonte de consulta para o estudo e as decisões legais. 

 

Sepher Yetzirah - Significa Livro da Formação ou Criação, Obra mística do início da tradição do Maase Bereshit ("Trabalho do Inicio Criação"). Supõe-se que o Sepher Yetzirah tenha sido escrito no sec. III, mas muitos místicos acreditam que tenha sido escrito pelo patriarca Abraão. Os seis capítulos da obra, descrevem a Criação do Cosmos, através das dez Sephiroth e das 10 Letras do Alfabeto Hebraico, é no Sepher Yetzirah onde a Palavra  Sephiroth aparece pela primeira vez...Sepher Zohar - Significa o Livro do Esplendor ou dos Esplendores, escrito em aramáico como um Midrash (comentário") da Bíblia. 0 Zohar é atribuído aos seguidores de Simão Bar Iochai (séc. II), que registrou os ensinamentos místicos que aprendera de Elias" durante os anos em que viveu escondido numa caverna.O texto só foi publicado no séc. XIII por Moisés de Leon, que alegou estar de posse de um antigo manuscrito enviado da Terra Santa à Espanha por Nachmanides. Quando se tentou obter esse manuscrito, após a morte de De Leon sua mulher admitiu que ele não existia, e alegou que seu marido atribuíra seus próprios escritos a Simão Bar Iochai para poder vendê-los aos interessados em textos místicos antigos. Estudiosos modernos, têm aceito que De Leon escreveu a maior parte do Zohar, pois ele manifesta a influência da cultura espanhola.

 

O Zohar descreve a realidade esotérica subjacente na experiência cotidiana. O mundo emana da Divindade, o Ayn Soph, por meio das Sagradas Sephiroth, que pulsam com vida divina. Um subproduto desse processo de Emanação é o poder do mal, liderado por Samael e sua hoste de demônios. É missão do homem ajudar a unir o aspecto Masculino do Divino com o aspecto feminino, pois este último está sob ataque contínuo do Sitra Achra ( inclinação para o mal ).Cada palavra da Thorah e cada Mitsvah (Mandamento) simboliza algum aspecto das Sephiroth, pois o real significado da Thorah reside em seus segredos místicos. Cumprir os mandamentos tem um efeito positivo sobre a esfera superior, enquanto o pecado fortalece o sitra achra, pois o homem é um Microcosmo e a alma humana tem suas raízes no divino. A redenção do mundo acontecerá quando cada indivíduo, através de um processo de transmigração das almas, completar sua missão de unificação.

 

Sepher Bahir - Significa Livro da Luz ou Livro da Claridade. Obra do início da Idade Média. É atribuído a um sábio mishnáico do séc. I, parece ser de origem babilônica, mas foi editado em Provença, em fins do séc. XII, por discípulos do místico Isaac, o Cego. De acordo com seus ensinamentos, o mundo inferior simboliza o mundo superior divino através das Sephiroth, que são as forças divinas ativas se manifestando através dos mandamentos bíblicos. Assim, só se encontrará a verdadeira compreensão desses mandamentos em sua interpretação mística. O mal deste mundo é resultante da revolta de Satã e de suas hordas demoníacas contra Deus. A obra atribui grande importância à doutrina da Transmigração das Almas, usada para explicar que os justos sofrem porque pecaram em uma vida anterior.

 

O Bahir se baseia no misticismo das Letras do Sepher Yetzirah, e no uso mágico dos Nomes Sagrados.


AS SAGRADAS SEPHIROTH

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Sephiroth é o plural de Sephirah.

Algums atribuem o significado de "Número" outros de "Emanação". O Sepher Yetzirah diz :

"DEZ SÃO OS NÚMEROS SAÍDOS DO NADA, E NÃO NOVE, DEZ, E NÃO ONZE. COMPREENDA ESTA GRANDE SABEDORIA, ENTENDA ESTE CONHECIMENTO, INVESTIGUE-O, PONDERE A SEU RESPEITO, TORNE-O EVIDENTE, RECONDUZA O CRIADOR AO SEU TRONO." 

"A DÉCADA DE EXISTÊNCIA SAÍDA DO NADA, TEM SEU FIM LIGADO AO SEU COMEÇO, SEU COMEÇO LIGADO AO SEU FIM, TAL COMO A CHAMA ESTÁ LIGADA À BRASA; COMO O SENHOR É UM, E SEGUNDO NÃO HÁ, E ANTES DO UM O QUE CONTARÁS?"

 Este conjunto de 10 Sephiroth formam uma unidade chamada de "Árvore da Vida" (Otz Shim).

As 10 Sephiroth manifestaram-se como um Raio, ziguezagueando.

FORAM AGRUPADAS VÁRIAS INFORMAÇÕES NESTE GRÁFICO

PARA QUE TENHAMOS UMA VISÃO GERAL DO QUE SIGNIFICA A

CABALA E A ÁRVORE DA VIDA.


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O CABALISMO MEDIEVAL

  

O Sepher Yetzirah preparou o terreno para o misticismo judeu ao fundir as diversas correntes místicas num contexto judaico. Enquanto a própria palavra Sephiroth, foi originalmente usada com o significado de simples números ou estágios numéricos da criação, na Idade Média essa palavra veio a adquirir o significado de um sistema específico de emanação Divina.

A introdução da gematria serviu para dois propósitos; primeiro, a segurança que os escribas iriam escrever os nomes tal como os haviam recebidos; segundo, era um incentivo para uma meditação séria a respeito dos Nomes.

Entre 1150 e 1200, no Sul da França, surgiu uma outra obra cabalística muito importante; “O Sepher-Há-Bahir”, provavelmente produzido a partir de diversos escritos de origem germânica ou oriental. O Bahir contém a primeira referência a uma “Árvore Secreta” e é o primeiro a descrever as Sephiroth como recipientes da Luz Divina.

O resultado do estudo do Sepher Yetzirah em termos do Bahir foi que os estudiosos começaram a discutir conjuntamente as Dez Sephiroth e os Trinta e Dois Caminhos.

Outra importante ideia que apareceu nessa época, na França e na Espanha, foi de que havia Sephiroth más existindo numa exata correlação com as boas. Esse conceito foi desenvolvido por alguns dos membros da Confraria da Aurora Dourada.


 
 
 

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